Será que a Empatia saiu de moda?

Ou será que ela nunca foi propriamente praticada no ambiente corporativo?


Se voltarmos há alguns anos veremos que ela já foi a palavra mais falada por candidatos a uma vaga de emprego e requisito para contratação. Mas o quão simples é praticar a Empatia? As empresas estão preparadas para pessoas empáticas?

Bom, deveriam estar! Mas, cá entre nós... a empatia não depende de um procedimento, de uma política, de um quadro na parede com missão e propósito, depende dos valores de cada indivíduo que compõe uma organização; às vezes do caráter, do querer e daquela essência que muitos deixam de lado porque senão “a empresa não vai me ver com bons olhos”. E este é o ponto.


A grande maioria das empresas ainda vive no século XVI, considerando o mundo como uma grande máquina, onde o que rege é o comando X controle e a imposição pelo medo de uma cultura arcaica cujo objetivo único é o lucro, não importa como – de maneira desenfreada, desorganizada e desastrosa.


E aí, só resta àquela pessoa, ou mesmo aquele líder, que quer fazer a diferença se render e, contra sua vontade, assumir sua posição e dançar conforme a música.

Então, entramos no círculo vicioso da reclamação. Os colaboradores reclamam dos seus gestores, que reclamam dos seus colaboradores e dos seus próprios gestores, que reclamam e reclamam e reclamam. Ir trabalhar se torna um martírio, o nível de stress aumenta, assim como a cobrança da empresa para com você e de você para com você mesmo; a ansiedade já está a mil, pessoas adoecem, entram em crise, os resultados que a empresa almeja estão de encontro (obviamente) com a motivação e o engajamento das equipes, ou seja, nem perto do esperado.


A verdade é que tornamos o simples em complexo.

Quando falamos “a empresa” dá a impressão que estamos falando de um ser inanimado, mas não! A empresa somos nós! E precisamos sair do piloto automático, assumir que a ação coletiva é que gera novas ideias, que traz aquela sensação do se sentir útil, que eleva consideravelmente a felicidade e o engajamento, que integra e direciona para um objetivo comum.


Quando foi a última vez que você criticou um colega ao invés de entender o ponto de vista (ou a dificuldade) dele?

Você gostaria de ser criticado, ou que a outra pessoa chegasse em você para perguntar o que e como você precisa de ajuda?

Este é o exercício da empatia. Colocar-se no lugar da outra pessoa, deixar de apertar o botão e abrir a mente, olhar como gostaria de ser olhado.

E é, principalmente, no líder que a empatia deve aflorar com maior intensidade. Isso não significa que você precisa ser bonzinho, paternalista, mas que você deve saber ouvir mais e julgar menos, sendo justo em suas decisões.

A prática da empatia leva o líder a compreender o ambiente, as dificuldades e os desafios de maneira muita mais coerente e concisa com a realidade, direcionando-o (a) a um caminho muito mais assertivo, conduzindo o time e a empresa para um desenvolvimento contínuo, numa relação ganha-ganha.

Se as empresas estão preparadas para pessoas empáticas?

Muitas (muitas mesmo) ainda não.


Mas a construção do meio depende de nós.

Vamos juntos?

Um abraço!

Luana Vieira

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